O instagram do projeto Cozinha sem segredo - Sabores da América Latina

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Cusco é uma cidade muito parecida com Ouro Preto/MG. A diferença (além da história, altitude, povo e proximidade de Machu-picchu, do excesso de turistas e vendedores de pulseirinhas) é a claridade das pracinhas, onde até mais tarde é possível ver gente praticando o footing.

O projeto Cozinha sem segredo - Sabores da América Latina me permite, além de observar comidas, observar cidades e pessoas. E registrar tudo isso. Ontem, coloquei uma foto que tirei da Praça de Armas, de Cusco (Peru) no instagram, e ela foi escolhida como a foto do dia pela @igersperu :-) tendo mais de mil likes. Fiquei muito feliz :-)

Quer me seguir no instagram também? -> @andrenogal.

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Cozinha sem segredo - Sabores da América Latina, e o boom da gastronomia peruana

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Cozinha da picanteria La Lucila - Arequipa/Peru
Como expliquei, o Cozinha sem segredo - Sabores da América Latina, é um projeto que pretende apresentar aos brasileiros a comida popular latino americana. O projeto aborda a culinária popular: a comida de rua, os restaurantes populares, e o que é consumido nos lares todos os dias.

Mercado de Surquillo - Lima/Peru
Para começar a pesquisa precisávamos definir um roteiro, e um ponto de partida. Poderíamos começar pelo sul (Argentina e Uruguai), ou pelo norte da América Latina (México), ou por pelo menos outras 30 possibilidades.

O roteiro geográfico era mais simples. Mas, pensando melhor, não deveríamos ignorar o fato de que gastronomicamente, entre os países da América latina hoje, o Peru é o país com maior destaque, o que mais cresce em importância. Sua gastronomia variada, de ingredientes exóticos*, aliada aos esforços de seu governo na promoção de seus produtos**, e ao respaldo de nomes importantes da gastronomia mundial como chef espanhol Ferrán Adriá e o chef peruano Gaston Acúrio (este o maior representante e divulgador da gastronomia peruana no mundo) resultaram tanto no crescimento do turismo gastronômico, quanto na exportação de franquias, ingredientes, mão de obra e bens de consumo.

Cuchara cevichera, ou cebichera, colher especial para se comer ceviche, o prato mais famoso da nova gastronomia peruana.
Assim, começar por um país pelo qual o interesse público já existe, pode ser uma boa forma de tornar o projeto mais interessante tanto para nós que fazemos, tanto para quem acompanha. Entender as razões do sucesso da gastronomia peruana pode apontar um caminho a ser seguido pelos demais países latinos.

Pimentas tradicionais peruanas, processadas industrialmente.
A escolha foi feita, a viagem já começou, e o resultado, você começa a ver aqui e nos instagram @andrenogal e @dcoracao. :-)

Quer saber mais sobre o boom da gastronomia peruana? O que não falta é material. Em português a Folha tem uma matéria sobre a invasão dos Inka chips, chips de banana e batatas variadas, no mercado internacional. A Veja já destacou o Peru por conta do Word Travel Awards, que o Peru ganhou todos os anos, desde 2012, o prêmio de melhor destino gastronômico da América do Sul. E o Zero Hora fala de Gastón Acúrio.

*Ingredientes exóticos para o resto do mundo, embora muitas vezes comuns aos outros países da América Latina. Com relação aos ingredientes, é bom lembrar o fato de que Peru é favorecido geograficamente com mar, montanhas e floresta amazônica, o que traduz na variedade de ingredientes. Quanto aos pratos, temos uma interessante fusão da culinária espanhola, indígena (principalmente inca), africana e cantonesa.

**O papel do estado tem sido fundamental nesse processo de crescimento da gastronomia peruana, promovendo políticas de desenvolvimento, abertura, e principalmente preservação e proteção das tradições culturais. Fomentando a pesquisa e desenvolvimento tecnológico da gastronomia e sua publicação. E não menos importante, investindo em controle sanitário. Esse esforço não é vão. Conforme documento da Apega, http://www.apega.pe/ medindo-se apenas o valor gerado pelos restaurantes, um estudo revela que em 2009 foi produzido o equivalente a 4,2% do PIB. O governo peruano percebeu que a gastronomia impulsiona indústrias relacionadas, tais como transporte de alimentos, turismo, ferramentas de fabricação, utensílios de cozinha, fábricas de cadeiras, mesas, toalhas de mesa, etc.

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Cozinha sem segredo - Sabores da América Latina

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Uma pesquisa é algo que costuma nascer como uma coceira. É uma coisa pequena, um incômodo, uma vontade de esgotar uma dúvida, um questionamento, uma falta. Pois assim nasceu o Cozinha sem segredo - Sabores da América Latina. Te conto.

Ao longo dos últimos anos venho me interessando mais e mais sobre a gastronomia vernacular. Vernacular é uma palavra que minha mulher usa bastante, aplicando a banco que é banco, sem assinatura e sem frescuras. Cadeira que é cadeira, sabe como? A wikipedia tem um verbete com a expressão "Design Vernacular", dizendo que são soluções materiais ou visuais presentes no cotidiano, e que indicam forte ligação com a cultura local, podendo ser qualquer produto desenvolvido a partir de um hábito cultural. Aplico aqui o adjetivo "vernacular" à gastronomia sem frescura, feita de norte a sul do Brasil, e que faz parte da nossa cultura e a gente nem sabe quem inventou.


Esse interesse em comida popular se ampliou quando passamos - a família toda - um mês na Argentina, pesquisando sabores e receitas de empanadas, para a consultoria do Tango, uma empanaderia no Rio. Fui atrás das receitas caseiras, aquelas que só a abuelita tem, da maneira artesanal de fazer empanadas. Ouvindo muitas histórias regadas a vinho, e batendo muita perna, fui percebendo o quanto somos iguais, e o quanto somos diferentes. Iguais por uma mesma base de ingredientes, diferentes por conta de nossa história, de nossas peculiaridades.


Pois bem, geograficamente, o Brasil é um país latino. Psicologicamente, e na superfície, a língua nos separa. Enquanto a maioria dos outros países falam espanhol e suas variantes, e a TV Latina, os músicos "Latinos" se expressam nessa língua, nós nos ilhamos no português.

(Aliás, acho lindo o portunhol, essa língua estranha que brasileiros e hermanos usamos para nos comunicar. Mesmo achando melhor que pudéssemos ser bilíngues ou poliglotas, acho o portunhol um esforço genuinamente rico e válido.)


Um tanto por conta da diferença de língua, outro tanto pelas dimensões continentais do Brasil, a gastronomia latina ainda está por ser descoberta por nós brasileiros. A pesquisa de ingredientes, modos de fazer e sabores pode constituir um caminho rico e promissor, seja para a construção de uma identidade latina, seja pela ideia de experimentar novas comidas (ou de criar o desejo de experimentá-las). De achar que devemos saber mais de comida latina, conhecer mais as receitas dos nossos povos irmãos, nasceu a ideia do Cozinha sem segredo - Sabores da América Latina.


Cozinha sem segredo - Sabores da América Latina, é um projeto que pretende apresentar aos brasileiros a comida popular latino americana. O projeto aborda a culinária popular: a comida de rua, os restaurantes populares, e o que é consumido nos lares todos os dias. Entrevistando pessoas, fotografando pratos, registrando o que acontece nas ruas, juntamos referências, para te apresentar aqui, e em outros lugares.


O material vai virar vídeo (quer patrocinar? saiba mais sobre o formato e possibilidades, pergunte aqui), com uma mescla de imagens in loco, e a reprodução de receitas com elementos possam ser encontrados em qualquer lugar do Brasil, ao mesmo tempo que se conta a história dos pratos. E claro: vai gerar muitos posts.

Empecemos!

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Feira Planetária: a primeira feira gastronômica de foodtrucks no Rio de Janeiro

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Os foodtrucks finalmente começaram a dar sinais de vida no Rio de Janeiro: começou hoje a Feira Planetária, no estacionamento do planetário da Gávea. Com treze participantes - 8 barraquinhas, e apenas 5 foodtrucks mesmo - o evento é uma boa iniciativa para o movimento da boa comida de rua tomar corpo.


A feira conta com alguns foodtrucks de São Paulo e um de Teresópolis. Enquanto os cariocas aguardam a normatização da atividade na cidade, alguns bares e restaurantes participam com barraquinhas, e vários já estão planejando seus caminhões.


Abaixo, uma lista com os participantes desta edição da Feira Planetária, e o que servem:

Academia da Cachaça: cachaça, batidas e caldinho de feijão.
Armazém dos Sabores: doces caseiros e brigadeiros.
Boteco DOC: mini-hambúrgueres, batata rústica e bolinho de bacalhau.
Cinco Maltes: Cervejas especiais.
Comuna: hambúrguer Porcola e spring roll.
Homem da Montanha: Geleias e conservas.
Jojô: Ostras frescas de Santa Catarina, espumante.
La Furgoneta: Cafés orgânicos.
Los Mendozitos: Vinhos da região de Mendoza.
Mucho Gosto: Paletas mexicanas artesanais.
Nika Yakisoba: Yakisobas.
Piccole Gelato: Picolés artesanais.
Roma In Rio: Massas.


A ideia é bacana, cria mais uma opção de onde ir/comer no fim de semana no Rio. Mas, já que a proposta é ter um serviço mais despojado do que nos restaurantes, achei os preços bastante salgados - principalmente se considerado o tamanho da porção, como por exemplo o mini-sanduíche acima por R$15.

Ah! E vá preparado para enfrentar filas (pra entrar, pra comprar ficha, para pegar o que comprou...), ou chegue bem cedo.

A feira acontece no Planetário da Gávea no primeiro fim de semana dos meses de setembro, outubro e novembro.

Rua Vice Governador Rubens Berardo 100.
Sábado e domingo, 06 e 07 de setembro, das 12h às 20h.
Entrada franca. Caixa único para as comidas, aceita todos os cartões.
Informações: 2226-5219.

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