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KAOL (ou caol), o clássico prato feito de Belo Horizonte, e a minha versão


Eu, que sempre andei no rumo de minhas venetas, e tantas vezes troquei o sossego de uma casa pelo assanhamento triste dos ventos de outras terras, queria mesmo neste instante era voltar. E minha saudade agora é adulta, lá se vão dezoito anos que deixei Belo Horizonte e nunca mais voltei. Eu que sou de família mineira e nasci no interior do estado do Rio de Janeiro, quando saí da casa dos pais resolvi que ia fazer faculdade em BH, que me parecia mais familiar do que a capital carioca. Foi uma época muito feliz e que marcou a minha vida. E uma das coisa de que mais sinto falta (não podia ser diferente) é da comida. O mineiro sabe cozinhar e faz questão de comer bem, é cultural. Em qualquer canto de BH se come bem e barato sem frescuras e modismos, ponto muito importante para um calouro de faculdade.

Frequentei lugares que nunca esqueci e estão por lá até hoje como o Mercado Municipal, pra comer um fígado com jiló no café da manhã, o Bolão em Santa Tereza, que serve o macarrão e o famoso Rochedão madrugada adentro, e o Café Palhares, casa fundada em 1938 no centro da cidade que tem uma das melhores comfort foods que conheço: o CAOL, prato que abraça seu estômago e te deixa feliz.


O CAOL virou KAOL, segundo o Café Palhares, "pra dar mais pompa ao nome do prato", como se um K, sozinho, tivesse esse poder. Verdade é que o prato não precisa de perfumarias, é bom e pronto!

Originalmente composto de cachaça, arroz, ovo e linguiça. Hoje a receita leva couve, arroz, ovo, molho de tomate, farofa de feijão, torresmo e linguiça, que pode ser substituída por língua, dobradinha ou pernil e custa menos de quinze reais. A cachaça ficou na história.

Pra matar a saudade que anda apertando o coração, e o estômago, fiz uma homenagem pomposa que muita gente diria gourmetizada, só que não. É o CAOL Chique ou risoto de linguiça mineira com queijo canastra, ora-pró-nobis, ovo mole e vinagrete de tomate com pimenta.

A receita do risoto base já dei por aqui e você pode tirar, ou não o feijão e adicionar couve picada ou Ora-pro-nobis se conseguir encontrar. A receita do ovo pochê, também já dei ;-). Então falta a receita do vinagrete.


Vinagrete de tomate:
- 1 tomate em cubinhos sem sementes
- 100 ml de passata de tomate
- 2 colheres (sopa) de vinagre de vinho tinto
- 1 colher (sopa) de azeite
- molho de pimenta q.b.
- sal q.b.

Como fazer: Misture todos os ingredientes e reserve.

Depois é só montar o risoto, com o ovo mole e o vinagrete sobre o ovo. Eu ainda coloquei um pedaço extra de linguiça, que abri ao meio e passei na frigideira com um fio de azeite até ficar com as beiradas crocantes. De comer rezando pra aparecer logo uma viagem para Minas.
KAOL (ou caol), o clássico prato feito de Belo Horizonte, e a minha versão Reviewed by André Nogal on 3.5.14 Rating: 5

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